Construa seu Valor Cultural

... e beneficie a si e aos outros

É Preciso Um Novo Olhar Para a Propaganda do Brasil

(Este artigo foi publicado originalmente em 28 de abril de 2021) Devo começar esse artigo com uma confissão – não sou admirador da propaganda que nossas agências de publicidade produzem, especialmente a audiovisual. Um amigo inglês perguntou-me certa vez: por que a maioria dos anúncios no Brasil tem sempre uma piada no meio, no começo […]

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Saiba para Onde Vai o Dinheiro da Cultura Sob a Ótica da Responsabilidade Social

Este artigo é o terceiro da série que analisa como a maioria das empresas deixou de lado o interesse em apoiar projetos culturais que não estejam enquadrados em lei de incentivo. Seu objetivo é mostrar que elas têm cacife suficiente para patrocinar nossos artistas sem se escorar sob o manto da renúncia fiscal. O primeiro […]

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Afinal, o Que a Arte Tem a Ver Com Tudo Isso?

Diálogo do cotidiano – Seu projeto atende o entorno de nossas unidades? – Não – Seu projeto tem conotação sociocultural? – Não – Beneficia a comunidade LGBT? – Especificamente não. – Aborda igualdade de raça ou gênero? – Não – Afinal, seu projeto é sobre o quê? – É sobre arte, como existe no resto […]

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Entenda Por Que Políticas de Patrocínio Estão Sumindo dos Sites das Empresas

Neste segundo artigo, em complemento ao publicado no lançamento de Valor Cultural, sob o título Empresas, Cultura, Patrocínio. É Preciso Discutir Essa Relação, levantamento exclusivo mostra como a nova Política de Sustentabilidade adotada pela maioria das empresas despreza a transparência quanto ao uso que fazem do incentivo fiscal e está levando ao paulatino desaparecimento de seus sites de qualquer referência ao envolvimento com cultura.

Consta no Relatório Anual da EDP:

“Em 2020, realizamos a revisão da estratégia do Instituto, baseada na Nova Ética dos Negócios e nos pilares de sustentabilidade da Companhia. A reformulação da estratégia buscou responder aos anseios da sociedade e do mercado, além do desejo da Companhia de ampliar sua capacidade de gerar valor e endereçar os impactos socioeconômicos gerados pela pandemia”.

Essa “nova ética dos negócios”, citada em relação ao Instituto EDP, pode muito bem ser vista como vitrine em quase todos os sites visitados ultimamente por Valor Cultural, e em quase todos há dois pontos em comum: a transparência nula, ou quase nula, que dão ao uso que fazem das leis de incentivo em projetos culturais e sociais, e ao sumiço galopante das referências que havia quanto a Política de Patrocínio, formulário de propostas, critérios para apoio, à clareza de seus interesses, enfim.

A ausência da transparência se torna ainda mais relevante quando se sabe que os anos de 2019 e 2020 foram quando as empresas mais utilizaram a lei federal de incentivo no patrocínio à cultura. Em cada um deles foi aplicado o total de R$ 1,4 bilhão, com detalhe essencial para compreensão do argumento: em 2019 a participação das companhias com dinheiro do próprio bolso representou 0,96% do total (a porcentagem mais baixa já registrada desde 1993); e, em 2020, 1,64%.

Esse cálculo não está levando em conta a utilização dos benefícios de leis locais e nem as que amparam exclusivamente idosos, saúde, crianças e adolescentes e Fundos, ao que se somaria outro bilhão.

Esse volume considerável de dinheiro público forma uma manta obscura sobre as aplicações feitas pelas empresas, neste exato momento em que agitam a bandeira hasteada pela agenda ESG, em que o envolvimento com o social deveria ser mais transparente e a governança deveria exigir clareza nas estratégias formuladas “para responder aos anseios da sociedade”. Em geral esses anseios estão sendo atendidos com dinheiro público.

A “nova ética dos negócios”, pelo jeito, deixou a cultura de lado. É certo que a EDP, citada no início desse artigo, aplicou quase toda a verba disponível com renúncia fiscal nas reformas do Museu da Língua Portuguesa e Museu do Ipiranga, mas houve pouca transparência quanto a esse envolvimento. Há uma breve menção no site da empresa, mas quanto foi aplicado?

O levantamento que publicamos a seguir reforça os argumentos do artigo original – as empresas nem estão se incomodando mais em mostrar o que estão fazendo com a renúncia fiscal e justo num momento em que batem recorde no uso do incentivo.

Pesquisamos os sites de centenas de empresas, e seria possível formar lista com pelo menos cem exemplos onde o interesse em mostrar o que fazem está cada vez menor.

Isso pode ser irrelevante para todos aqueles que foram beneficiados pelo patrocínio, já que importante é o apoio que recebem para realizar suas propostas.

Também pode ser considerado relevante que tanta verba seja endereçada para projetos sociais e culturais, num País que não tem política de cultura e possui um Governo que não se interessa por ela e que derrubaria essas leis se pudesse.

Mas vamos pensar um pouco: as empresas estão direcionando, somente com uso da lei Rouanet, R$ 1,4 bilhão para projetos culturais anualmente.

Como já citado, sua participação direta está na casa do 1% desse valor. Em 2020, por exemplo, foi aplicado exatamente R$ 1.496.068.481,08 e elas colaboraram com apenas R$ 24.643.567,58.

Repetindo: R$ 24 milhões.

Não era para elas terem a responsabilidade de mostrar de que forma estão fazendo uso de R$ 1,4 bilhão do dinheiro público?

Não era para elas oferecerem clareza de como manejam essa verba, colocando em seus sites Políticas de Patrocínio, critérios que usam para apoiar projetos, campos de encaminhamento de proposta, preferências, prazos de encaminhamento e publicação, de que forma os projetos são avaliados e quem faz esse trabalho, relação de quem foi beneficiado, com nome do proponente e valor que cada um recebeu?

Era. Não é necessário lei que obrigue cada empresa a fazer isso. É uma questão ética, de transparência, de Governança.

Isso é algo que precisa ser cobrado por todos aqueles que têm envolvimento com a área cultural e que se importam por ela.

Porém, a discussão que propomos está acima disso e seu ponto central é:

E se não houvesse incentivo fiscal? Como seria o envolvimento delas com cultura?

Elas precisam parar e refletir.

Porque está provado: marketing cultural já não interessa. Detalhar para o seu público o que fazem também não interessa.

Elas só querem fazer uso do incentivo fiscal.

E só estão enxergando isso.

Com ESG e tudo.

(Acompanhe a seguir resumo de 41 empresas que tiraram de suas plataformas referências que havia quanto ao seu envolvimento com cultura).

E na próxima semana será publicado o terceiro capítulo dessa trilogia, com o tema: Elas usam verbas diretas para muitas outras coisas. E a pergunta: Por que se mistura Responsabilidade Social com Arte e Cultura?

E também é bom avisar que temos o maior interesse em mostrar aquelas empresas que estão no trilho certo da transparência – não são muitas, mas vocês saberão por aqui.

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Cultura, Empresas, Patrocínio. É Preciso Discutir Essa Relação

É preciso ter coragem para admitir essa realidade. O desvirtuamento da relação entre empresas e os fazedores de cultura chegou a um ponto em que esse mundo de faz-de-conta não se sustenta mais. As leis de incentivo geraram um paradoxo onde se defronta que nunca se aplicou tanto em projetos culturais e, ao mesmo tempo, […]

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Levantamento Mostra Comportamento das Techs na Área da Sustentabilidade

Levantamento exclusivo de VALOR CULTURAL mostra o comportamento de 43 startups e unicórnios ligados a tecnologia no campo da Sustentabilidade e Responsabilidade Social.

Muitas dessas empresas possuem ficha individual sobre sua atuação no campo nas áreas da cultura e social no app Perfil de Patrocinadores,  disponível para assinantes pesquisarem o comportamento de mais de 1.000 empresas.

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Reflexões Sobre o Nebuloso Mundo do Marketing Social

Pelo orgulho com que mencionou a doação destinada à Fundação Gol de Letra, imaginei que era o dono do restaurante que estava me entregando a conta daquele almoço. Era. Já tinha estado ali antes, algumas vezes, e o valor do serviço estava na casa dos 10% e me lembro porque esse é um item que […]

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Solidariedade S/A. Há Uma Impressão Digital Invisível Ali

Vamos ser diretos. Quais dessas empresas, que desfilam sua generosidade no quadro Solidariedade S/A, no Jornal Nacional, têm um compromisso genuíno e permanente com as causas sociais? Certamente há, várias, mas quem tem certa experiência com comunicação, jornalística ou empresarial, há de notar em algumas campanhas a impressão datiloscópica firmada por usuários do marketing de […]

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Seja Assim ou Seja Assado, Vem Aí Mais Um Remendo

–  Presidente, o Sr. viu isso? Cada projeto pode arrecadar até R$ 60 milhões com a lei Rouanet! – Que absurdo! Vamos mudar isso. Bote aí: cada projeto agora só vai poder receber até R$ 1 milhão. Precisamos prestigiar o sanfoneiro do Nordeste também. Não sei se esse diálogo existiu, mas foi o que meio […]

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